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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Morreu o escritor Mário Braga

No passado dia 1 de outubro faleceu em Lisboa, com 95 anos, o escritor neorrealista Mário Braga.
Mário Augusto de Almeida Braga nasceu em Coimbra a 14 de julho de 1921 e era licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde lecionou. Foi diretor-geral da Secretaria de Estado da Comunicação Social e membro do Conselho Consultivo das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi ainda editor da revista coimbrã Vértice, de 1946 a 1965.
Escritor e tradutor, estreou-se em 1944, com o livro de contos “Nevoeiro” e publicou até 1997, com o ensaio “Momentos doutrinais”.
O escritor Mário Braga era bisavô da nossa aluna Sara Braga, do 8.ºC, a quem deixamos um beijinho especial.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Morreu Umberto Eco


O escritor italiano Umberto Eco morreu na noite de sexta-feira na sua casa em Milão. Tinha 84 anos e era uma das mais relevantes figuras da cultura italiana dos últimos 50 anos. O seu nome fica ligado a nível internacional ao grande sucesso que teve a obra O Nome da Rosa, editada em 1980, que se transformou num best-seller internacional e foi adaptado ao cinema pelo realizador Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery a desempenhar o papel principal. Ler mais aqui

terça-feira, 14 de abril de 2015

Morreu o Nobel da Literatura Günter Grass

O alemão Günter Grass, Prémio Nobel da Literatura em 1999, morreu ontem, aos 87 anos, em Lübeck, no norte da Alemanha. Günter Grass nasceu em Gdansk a 16 de outubro de 1927. Em 1956, lança os primeiros livros de poesia e frequenta um curso de Artes Gráficas e Escultura em Düsseldorf. Para além da poesia, o escritor dedicou-se à prosa, teatro, artes gráficas e plásticas. 

A relação entre o escritor e Portugal era estreita. Passava pelo Algarve, onde tinha uma casa no concelho de Portimão e onde expunha a sua obra como artista plástico no Centro Cultural de São Lourenço, em Almancil, mas essa ligação ao país passava também e muito por José Saramago. Günter Grass colaborou recentemente como ilustrador do livro inédito de José Saramago Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas (Porto Editora), publicado em 2014. 

Além do Nobel, Günter recebeu os prémios Georg Büchner (1965), o mais importante da literatura alemã, um prémio da Sociedade Real de Literatura (1993) e mais recentemente uma distinção pelo Príncipe das Astúrias (1999). De Günter Grass, podem encontrar na nossa BE o livro Uma Longa História (Editorial Presença), além do referido Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Homenagem a Manuel António Pina

Os alunos de duas turmas do 5º ano da escola fizeram uma singela homenagem a Manuel António Pina. Em resposta a um desafio da professora de Português, no âmbito da comemoração do 71º aniversário do nascimento (18 de novembro de 1943) do jornalista e escritor Manuel António Pina (iniciativa do Museu Nacional da Imprensa), os alunos leram poemas - A cabeça no ar e O pássaro da cabeça - tendo este último sido também cantado.

domingo, 27 de abril de 2014

Morte de um poeta


soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

domingo, 20 de abril de 2014

Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez, 1927-2014
 
Morreu um grande homem, cujo trabalho deu uma enorme difusão e prestígio à língua espanhola. As suas histórias sobrevivem e continuarão a ganhar leitores em todo o lado" - reação à morte de "Gabo", como era conhecido Gabriel García Márquez, de outro escritor latino-americano, Mario Vargas Llosa, ambos agraciados com o Nobel da Literatura.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mário de Carvalho venceu Prémio Literário


O romancista Mário de Carvalho venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2013 com o livro de contos A Liberdade de Pátio, tendo a mesma fundação atribuído ao poeta Gastão Cruz um prémio de carreira.
Este último livro de Mário de Carvalho, constituído por sete contos carregados de ironia, pode, desde já,  ser encontrado e requisitado na nossa biblioteca.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Homenagem a Manuel António Pina

Se não nos tivesse deixado a 19 de outubro de 2012, Manuel António Pina faria hoje 70 anos. A biblioteca da nossa escola não quis deixar passar a data, promovendo uma pequena homenagem com a leitura de alguns dos seus poemas, lidos por alunos de várias turmas. No final também a Dra. Ana Margarida Marques, diretora da nossa escola, se associou a esta homenagem, lendo o poema "Pensar de pernas para o ar". 
A simplicidade do evento foi, no entanto, uma oportunidade de realçar, para os presentes, a riqueza e diversidade da obra do autor, que passa não só pela poesia, mas também pela crónica, novela, ensaio, teatro, tanto para públicos adultos como infanto-juvenis. 

 
 
Também na aula de Português das turmas do 10ºE e do 10ºF, a professora Isabel Martins  lembrou Manuel António Pina, através da leitura de alguns textos e do visionamento de um filme (http://www.youtube.com/watch?v=lwXvHORoMkE ).
 
 
Homenagem a Manuel António Pina
70 anos do seu nascimento (18.11.2013)
 
Coisas sólidas e verdadeiras:
 
Testemunho de Francisco José Viegas: As nossas lágrimas folheiam os teus livros:

 
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Morreu António Ramos Rosa

Morreu ontem o poeta, ensaísta e tradutor António Ramos Rosa, um dos nomes cimeiros da literatura portuguesa contemporânea, autor de quase uma centena de títulos. Natural de Faro, onde nasceu em 17 de outubro de 1924, recebeu o Prémio Pessoa em 1988 e ainda quase todos os mais relevantes prémios literários portugueses e vários prémios internacionais.
O poeta estava hospitalizado desde quinta-feira e, segundo a filha, ainda teve forças para escrever uma última vez o verso que se tornou talvez o mais emblemático da sua obra "Estou vivo e escrevo sol", ao ouvi-la sussurá-lo ao ouvido.



Não posso adiar o amor
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"

Para a leitura de mais poemas consultar este blogueaqui.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Centenário do nascimento de Ilse Losa


Ilse Losa nasceu a 20 de março de 1913, na Alemanha. Ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração devido à sua origem judaica, abandonou o seu país natal em 1930 com a mãe e os irmãos. Deslocou-se primeiro para Inglaterra onde teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças, tendo chegado a Portugal em 1934. Fixou-se no Porto, onde casou em 1935 com o arquiteto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa. Em 1943, publicou o seu primeiro livro O mundo em que vivi e, desde dessa altura, dedicou a sua vida à tradução e à literatura infantojuvenil, tendo sido galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian pelo conjunto da sua obra dirigida às crianças. Em 1998 recebeu o Grande Prémio de Crónica, da APE (Associação Portuguesa de Escritores) devido à sua obra À Flor do Tempo
Podem encontrar o livro O mundo em que vivi na nossa biblioteca.
Por ter vivido entre nós e pela obra que deixou escrita na nossa língua, obrigada, Ilse Losa!

Mais informações sobre a autora e a sua obra neste blogue sobre Ilse Losa.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Manuel António Pina (1943-2012)

A um Jovem PoetaProcura a rosa. 
Onde ela estiver 
estás tu fora 
de ti. Procura-a em prosa, pode ser 

que em prosa ela floresça 
ainda, sob tanta 
metáfora; pode ser, e que quando 
nela te vires te reconheças 

como diante de uma infância 
inicial não embaciada 
de nenhuma palavra 
e nenhuma lembrança. 

Talvez possas então 
escrever sem porquê, 
evidência de novo da Razão 
e passagem para o que não se vê. 

Manuel António Pina, in "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança"

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Eugénio de Andrade


Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão, e faleceu a 13 de junho de 2005, no Porto. 

No 7º aniversário da sua morte, relembremos as suas palavras:

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

segunda-feira, 26 de março de 2012

Uma perda para a Literatura

Antonio Tabucchi faleceu, ontem, em Lisboa, aos 68 anos. 
Autor muito ligado ao nosso país, conheceu Portugal desde os 22 anos e considerou-o o seu “país de adoção”. Tabucchi nasceu em Pisa, Itália, em 1943, estudou Filologia Românica e, a partir de 1962, Literatura em Paris, onde descobriu o poeta Fernando Pessoa ao ler a tradução para o francês de um de seus poemas. Apaixonou-se pela obra de Pessoa que traduziu, dirigindo a edição italiana dos seus textos. 
Vários romances de Tabucchi foram adaptados para o cinema, entre os quais "Afirma Pereira", com Marcello Mastroianni como protagonista, o que contribuiu para o sucesso da obra. 
O livro "Afirma Pereira" existe na nossa biblioteca e é a história atormentada da tomada de consciência de um velho jornalista solitário e infeliz, tendo por pano de fundo o  Salazarismo Português, o Fascismo Italiano e a Guerra Civil Espanhola.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bicentenário do nascimento de Charles Dickens

Hoje a imagem do Google homenageia Charles Dickens

Charles Dickens faria hoje, 7 de fevereiro, 200 anos e continua a ser um dos autores ingleses mais lidos e apreciados. Deste genial criador da literatura mundial, fizeram-se cerca de 180 filmes e adaptações para televisão, o que comprova o seu sucesso entre o público atual.

Podem encontrar algumas das suas obras na vitrina interior da BE. Chamamos especial atenção para a nova edição de "Uma canção de Natal", um clássico de Charles Dickens, publicado em 1843, e certamente um dos mais populares contos de Natal da história da literatura universal, desta vez ilustrada pelo premiado e conceituado ilustrador Roberto Innocenti, que imprime a esta obra mágica e fantasmagórica uma humanidade e precisão surpreendentes. Esta é uma belíssima edição da Kalandraka.
As adaptações deste conto são inúmeras, para cinema, banda desenhada, televisão, teatro, outras adaptações literárias, etc, criando um fenómeno de popularidade que transcende a obra original.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sessão sobre Fernando Pessoa



No passado dia 10 decorreu, no Auditório, uma sessão sobre Fernando Pessoa, dinamizada pela Drª Cidália Fernandes, docente, autora de manuais escolares e de livros juvenis.
Ilustrando a dramatização feita pela convidada, alguns alunos leram poemas do ortónimo e heterónimos, recordando o seu estudo já realizado nas aulas.
Foi um momento para recordar e partilhar este poeta único, e sempre vivo, que os nossos jovens guardarão sempre na memória!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Homenagem a José Saramago


À entrada da Biblioteca encontra-se uma exposição sobre a vida e obra de José Saramago, uma singela homenagem a um grande escritor e humanista.
No próximo dia 7 de Dezembro, os alunos de Oficina de Teatro do 9º A dramatizarão o "Conto da Ilha Desconhecida", para os colegas do 9º B e C, no seguimento do estudo deste texto em Língua Portuguesa.
Na Biblioteca haverá várias sessões de cinema com os filmes "Ensaio sobre a Cegueira" e "A maior flor do mundo".
Aos professores será lançado um desafio, em jeito de brincadeira: a identificação de obras, a partir de pequenos excertos.
Obrigada ao nosso Nobel pela obra que nos deixou!

sábado, 13 de novembro de 2010

Prémio PT para Chico Buarque com "Leite Derramado"

Chico Buarque de Hollanda e o par de olhos verdes mais famoso do Brasil. Por agora, sem motivos para chorar ou derramar leite.

O cantor e compositor brasileiro venceu o Prémio PT Literatura 2010, um dos mais importantes para países de língua portuguesa, com o livro "Leite Derramado"; este mesmo livro já tinha sido escolhido, na semana passada, para o mais prestigiado prémio das letras brasileiras, o Jabuti.
A lista de finalistas da oitava edição do prémio estava dominada por autores brasileiros - em nove, só uma nacionalidade destoava: o angolano Ondjaki. Por isso não é surpresa que o segundo e terceiros lugares tenham ido para autores do país irmão: "Outra Vida", de Rodrigo Lacerda e "Lar ", de Armando Freitas Filho, foram as outras escolhas do júri.

"Caim", de José Saramago, também esteve na corrida mas por vontade da Fundação e editora no Brasil, a Companhia das Letras, foi retirado da lista de dez nomeados. "Para que assim sejam reconhecidos novos autores da língua portuguesa", comunicou na semana passada a Fundação.
Na história do prémio Portugal Telecom só um português subiu ao primeiro lugar do pódio, Gonçalo M. Tavares com "Jerusalém", em 2007. António Lobo Antunes ficou em segundo lugar na edição de 2008, ano da publicação de "Eu Hei-de Amar uma Pedra".

Chico Buarque, que é um dos nomes mais importantes da Música Popular Brasileira, esteve exilado em Itália, lutou contra a ditadura militar no Brasil e assina sucessos musicais há quatro décadas. Foi com o romance "Budapeste" (2003) que Buarque venceu o prémio Jabuti e começou a ser levado a sério como escritor. Tanto que um dia um repórter norueguês lhe perguntou: "É verdade que você também é um compositor?".
Mais informação aqui.


Na biblioteca da nossa escola podem encontrar os seguintes livros de Chico Buarque:
Estorvo (1991)
Budapeste (2003)
Leite Derramado (2010)
Boas leituras!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Livro", de José Luís Peixoto

Ontem estivemos no lançamento do "Livro" de José Luís Peixoto, na Livraria Bertrand.
O autor apresentou o seu livro numa intervenção bem humorada, em que falou da singularidade do título e divagou sobre algumas histórias nele contidas. Leu ainda alguns excertos de que aqui transcrevemos uma pequena parte:

    Eu tinha medo das coelhas paridas. O pai do Cosme ainda era vivo e eu, com sete ou oito anos, escondia-me atrás dele para ver os coelhos pequeninos, de olhos fechados, a guincharem com miudeza. A coelha ficava sentida, tensa, com as garras cravadas no estrume, alerta para cada movimento do pai do Cosme a mudar-lhe a água e a deixar-lhe erva que arrancava à navalha, rama de cenouras, casca de batata ou restos de fruta migada. Nesses dias, sentia alívio quando ele fechava a porta da coelheira. Noutros dias, estando os filhos quase criados e as mães regressadas à sua resignação dócil, o pai do Cosme soltava à vez a população de cada coelheira, minutos de liberdade, e eu ajudava-o a limpar o forro de estrume com um sacho, a folha de ferro a raspar na madeira húmida, o cheiro morno.
    Ainda na França, as contas eram feitas para chegarmos à vila de manhã. Podíamos atrasar-nos, o mais tarde que chegámos foi à hora de almoço. O pai do Cosme estava sempre a esperar-nos à porta com um sorriso desdentado, nascente de monossílabos. Havia também uma tia solteirona do Cosme, uma sombra que tinha vergonha de se rir e que ficava a olhar-nos com curiosidade tímida de menina-velha. Entrávamos na casa fresca, de janelas fechadas, no barracão de alguidares arrumados, no pátio de árvores carregadas de pássaros e tínhamos a noção de que enchíamos esses lugares de cores novas. As trigémeas espalhavam bonecas loiras e cozinhas de plástico de encontro ao cinzento e ao castanho, a mulher do Cosme passava pelas divisões de silêncio como uma bandeira garrida, o Cosme e eu usávamos calças de ganga e sapatilhas.
    Não se notava que vínhamos moídos.
...
    Em chegados, o Cosme podia começar a queixar-se dos fogos ruges, das embutelhagens ou das auto-rutas. O pai dele mantinha um sorriso de não entender e o Cosme murmurava-me:
    É muito anciano, está próprio para toda a sorte de maladias.
    Em 1748, o conde de Chesterfield definiu iletrado como um substantivo que se refere a alguém que é ignorante de grego e latim.
    Depois, quando as trigémeas começavam a ser umas pequenas mulheres, o Cosme não as queria ouvir falar de fiançados na vila, não se haviam de mariar com marrocanos dessa ordem. Se elas se preparavam para fazer um turno, generalmente, virava jalú, quando elas protestavam, ele ordenava:
    Tá gola.
    Elas respondiam:
    Mafú.

Boa leitura!

Mais informação: José Luís Peixoto

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Prémio Nobel da Literatura 2010

A Academia Sueca atribuiu o Prémio Nobel da Literatura de 2010 ao escritor peruano Mario Vargas Llosa, justificando-o "pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos".
Jorge Mario Pedro Vargas Llosa naceu em Arequipa, Perú, no dia 28 de Março de 1936. Apesar de ter nascido no Perú, conta com nacionalidade espanhola. 
Mario Vargas Llosa recebe o 103.º Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901. É o 11.º autor de língua espanhola a receber a distinção, depois de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) ou Gabriela Mistral (1945). O autor de língua espanhola que mais recentemente venceu o Nobel literário foi o mexicano Octavio Paz, em 1990.
Na nossa biblioteca existem três livros deste autor:
A Tia Júlia e o Escrevedor (1977)
O Paraíso na Outra Esquina (2003)
Travessuras da Menina Má (2006).
O JL publica uma entrevista com o escritor peruano, realizada em 2003, pelo lançamento do seu livro O Paraíso na Outra Esquina, que pode ser lida aqui.

Este é o quarto Nobel atribuído este ano, depois dos da Medicina (Robert G. Edwards), Física (Andre Geim e Konstantin Novoselov) e Química (Richard Heck, Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki) . 


domingo, 20 de junho de 2010

Morreu José Saramago

Faleceu na sexta-feira, dia 18 de Junho, na sua residência de Lanzarote, o escritor José Saramago, aos 87 anos de idade.
José de Sousa Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Lanzarote, 18 de Junho de 2010) foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998, contribuindo para o efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.
Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.



Recordemo-lo em "A maior flor do mundo", livro da semana neste blogue há pouco tempo, aqui numa curta-metragem de Juan Pablo Etcheberry.