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quinta-feira, 21 de março de 2019

21 de março | Dia da Poesia



O Dia da Poesia, 21 de março, foi assinalado com a  atividade "Dar Poesia a Coimbra", pela mão das professoras Eugénia Pardal, Graça Mendes e Margarida Figueiredo, com as suas turmas do 7.º8.º e 9.º anos". 








A atividade começou na própria escola, onde os alunos percorreram algumas salas de aula, serviços administrativos e as Direções das duas Escolas, Básica e Secundária Quinta das Flores e Conservatório de Música de Coimbra, saindo depois pela cidade, recitando e cantando poesia em português, e mesmo em inglês, em diversos locais, inclusive nos autocarros dos SMTUC, que deram a sua colaboração permitindo a circulação gratuita dos alunos.


A turma do 8.ºA, com a respetiva professora Eugénia Pardal,  foi mesmo recebida no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra, que registou o momento na sua página de Facebook:

"Os alunos de uma turma do 8º ano da Escola Secundária Quinta das Flores estiveram, esta manhã, no Salão Nobre dos Paços do Município, a declamar poemas, na presença do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, como forma de assinalarem o Dia Mundial da Poesia.
“Amor é fogo que arde sem se ver”, de Luís Vaz de Camões, “Lágrima de Preta”, de António Gedeão, e “People need people”, de Benjamin Zephaniah foram os poemas escolhidos pelos alunos.
Manuel Machado agradeceu a visita dos jovens poetas, que continuaram a sua missão de declamarem poesia pelas ruas de Coimbra."

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Antologias Poéticas | Exposição | 5ºA e B


As turmas A e B do 5º ano expõem antologias poéticas na BE.
No âmbito do estudo do texto poético, que decorreu no 3º período, os alunos aceitaram entusiasticamente o desafio de elaborarem as suas  primeiras antologias poéticas. 
Segundo alguns testemunhos, esta atividade foi muito interessante, proporcionando o contacto com autores e textos desconhecidos, com temáticas preferidas, como a dança, os animais ou o sonho.
Algumas das antologias são o resultado do trabalho colaborativo entre os alunos e os seus encarregados de educação, como aliás fora sugerido pela professora, Graça Trindade, refletindo a cumplicidade familiar criada e que é tão importante para o desenvolvimento dos discentes.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Antologias Poéticas - 6ºB


Enquadrando-se na celebração do Dia da Poesia, encontram-se expostas na biblioteca as antologias poéticas elaboradas pelos alunos do 6ºB, sob orientação da professora de Português Graça Trindade.

sexta-feira, 18 de março de 2016

As naus de Verde Pinho



Para celebrar a Semana da Leitura, os alunos do 6º ano, das turmas A e B, no âmbito da disciplina de Português, prepararam a leitura coletiva do poema "As naus de verde pinho", de Manuel Alegre e declamaram-no em várias turmas de ciclos diferentes, que manifestaram imenso agrado por esta surpresa. Por fim, o SASE também foi brindado com a declamação do poema! 
Foi uma atividade muito interessante para todos e, tratando-se de uma obra incluída no Programa e Metas Curriculares do 6º ano, dificilmente será esquecida pelos alunos que se envolveram afetivamente na sua leitura.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Exposição de antologias poéticas do 5ºA e 5ºB


Na zona de leitura informal da BE, estão expostas as Antologias Poéticas realizadas pelos alunos das turmas do 5ºA e 5ºB, sob a orientação da professora Graça Trindade.
As antologias têm despertado imenso interesse e os alunos estão de parabéns pelo empenho na pesquisa e criatividade na sua apresentação!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Poesia ambulante



Hoje, Dia Mundial da Poesia, a poesia deambulou pela nossa escola. Numa iniciativa do Núcleo de Jornalismo da Associação de Estudantes e da Biblioteca Escolar, algumas turmas do 5º, 9º, 10º e 11º anos viram as suas aulas interrompidas por momentos divertidos e pedagógicos de poesia.
Feliz Dia da Poesia para todos! Boas leituras!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Recordar Ary dos Santos


José Carlos Pereira Ary dos Santos faleceu no dia 18 de janeiro de 1984, aos 46 anos, passam hoje 30 anos.

Nona Sinfonia

É por dentro de um homem que se ouve
o tom mais alto que tiver a vida
a glória de cantar que tudo move
a força de viver enraivecida.

Num palácio de sons erguem-se as traves
que seguram o tecto da alegria
pedras que são ao mesmo tempo as aves
mais livres que voaram na poesia.

Para o alto se voltam as volutas
hieráticas    sagradas    impolutas
dos sons que surgem rangem e se somem.

Mas de baixo é que irrompem absolutas
as humanas palavras resolutas.
Por deus não basta. É mais preciso o Homem.

Ary dos Santos, in 'O Sangue das Palavras'

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A Poesia Ambulante



Numa iniciativa do Núcleo de Jornalismo da Associação de Estudantes e da Biblioteca Escolar, a poesia esteve mais uma vez presente na nossa escola. No último dia da aulas, no hall de entrada, ouviram-se poemas não só de autores consagrados como da autoria de alguns alunos.
A BE imprimiu-os em marcadores de leitura com votos de Boas Festas e distribuiu-os por alunos e professores.
Agradecemos e louvamos todos os alunos que se disponibilizaram para participar nesta iniciativa, brindando a comunidade educativa com mais um belo momento de poesia!
Boas Festas e boas leituras...também de poesia!
  

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Homenagem a Manuel António Pina

Se não nos tivesse deixado a 19 de outubro de 2012, Manuel António Pina faria hoje 70 anos. A biblioteca da nossa escola não quis deixar passar a data, promovendo uma pequena homenagem com a leitura de alguns dos seus poemas, lidos por alunos de várias turmas. No final também a Dra. Ana Margarida Marques, diretora da nossa escola, se associou a esta homenagem, lendo o poema "Pensar de pernas para o ar". 
A simplicidade do evento foi, no entanto, uma oportunidade de realçar, para os presentes, a riqueza e diversidade da obra do autor, que passa não só pela poesia, mas também pela crónica, novela, ensaio, teatro, tanto para públicos adultos como infanto-juvenis. 

 
 
Também na aula de Português das turmas do 10ºE e do 10ºF, a professora Isabel Martins  lembrou Manuel António Pina, através da leitura de alguns textos e do visionamento de um filme (http://www.youtube.com/watch?v=lwXvHORoMkE ).
 
 
Homenagem a Manuel António Pina
70 anos do seu nascimento (18.11.2013)
 
Coisas sólidas e verdadeiras:
 
Testemunho de Francisco José Viegas: As nossas lágrimas folheiam os teus livros:

 
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Oficina de Poesia - 10º I

 
A professora de Português do 10ºI, Fátima Taborda, convidou a colega de grupo Licínia Regateiro a realizar uma Oficina de Poesia  na sua turma do Curso Profissional de Apoio à Gestão Desportiva. Desta Oficina resultaram os interessantes poemas que podem agora ser apreciados no placard de entrada da BE.
Parabéns à turma pelos resultados alcançados!
 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Exposição de antologias poéticas
















Estão expostas na biblioteca as Antologias Poéticas realizadas pelos alunos das várias turmas do 10º ano, na disciplina de Português.
Tal como aconteceu com as antologias dos alunos do 5º e 6º anos, também estas têm despertado o interesse e atenção de muitos dos nossos utilizadores. 
Parabéns a todos pelo trabalho realizado!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Momentos de Poesia na BE



Depois do Concurso de Leitura Expressiva, a zona de leitura informal da BE encheu-se de poesia através de cinco alunos do 10ºB que emocionaram a assistência pela forma brilhante como declamaram. Pelo meio, fomos entregando certificados e prémios aos vencedores dos Concursos de Poesia, Fotografia e Leitura Expressiva. 
Muitos parabéns a todos! Foi uma tarde deliciosa na nossa Semana da Leitura!

Exposição de antologias poéticas


Estão expostas na BE as Antologias Poéticas elaboradas pelos alunos das turmas do 5º e 6º anos

Todos se esmeraram e as antologias estão belíssimas e têm despertado a atenção de alunos, professores e encarregados de educação. 

Parabéns aos alunos pelo empenho na pesquisa e criatividade demonstrada na sua apresentação, e às professoras Clara Lourenço e Graça Trindade pela orientação do trabalho!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

José Fanha diz poesia


Numa iniciativa da Editora e Livraria Lápis de Memórias, o poeta e escritor José Fanha esteve no Pequeno Auditório a ler algumas poesias do seu último livro. Como sempre acontece com o autor, foi um belo momento de poesia. Deixamos aqui "A metáfora":
A Metáfora
"Encontro o Mestre e digo-lhe que há poetas
que recusam a metáfora
e o Mestre sorri.
A metáfora é apenas a metáfora
diz ele
e não vale a pena ser a favor
nem contra a metáfora
nem a favor nem contra seja o que for.

As coisas são e não são

à margem
dos poetas com assento
em casas de comércio
diz o Mestre
enquanto almoça.

A realidade vale exactamente

o que vale o nosso olhar.
A realidade é um peixe
o peixe nosso de cada poema.
E o poeta é uma criança
que segue pelos caminhos 
com bolas etéreas
a subir no ar.

O poeta é um menino com olhos

de menino e uma dor
 muito funda no seu peito de menino.
O poeta atravessa os pátios da infância
e vai feliz
dizendo  que as breves metáforas que lança ao ar
são apenas planetas de sabão a explodir
sucessivamente
sobre a cabeça do mundo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Eugénio de Andrade


Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923 no Fundão, e faleceu a 13 de junho de 2005, no Porto. 

No 7º aniversário da sua morte, relembremos as suas palavras:

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pétalas Literárias

Poema Inspirado em Resposta a Matilde, de Fernando Namora

“Dois ovos ao fim da tarde”, quem manda é o cliente
Mas como posso eu compreender esta gente?
Tal nunca me tinha acontecido, como é evidente
Ou eu estou a ficar doido, ou ele mente.


Ele é magro e simples no que diz
Será casado? Será feliz?
Ofereci-lhe presunto e queijo, ele não quis
De novo os dois ovos, quanto mais frescos melhor,
Juro por Deus que não entendo o senhor.
Dois ovos e nada mais, todos os dias, por favor!


Perguntei-lhe se não tinha um frigorífico.
“Sim tenho”, respondeu pacífico.
“Então não pode guardar lá os ovos?”
“Não senhor, quero-os fresquinhos e novos!”-
E respondeu-me assim desta maneira!
Já irritado, quis perguntar-lhe se era brincadeira,
Mas sou vendedor de profissão
E, está claro, o cliente tem sempre razão.


Mais dias vieram depois
E todos os dias ele ia buscá-los, dois a dois,
Até que de novo ousei comentar
“Os ovos desta casa devem-lhe agradar,
Vem cá buscá-los sempre antes do jantar”.
Ao que ele retorquiu, sem alterar a expressão
“Não, por acaso não”.
Desta vez, não me consegui conter
Mas que perturbação! Tinha de me esclarecer -
“Então, suponho, sejam para alguém seu conhecido…”
“Não, não, ficam sempre comigo.”.


Mas que dilema! Mas que problema!
Contei tudo à minha mulher
Que disse: “Oh homem, tu estás doido
Se ele não estiver!
Mas um de vocês não está bom do juízo

Eu vou assistir amanhã, se é preciso”-
E a minha mulher foi, e presenciou
Os dois ovos que o homem levou.


O mistério crescia e com ele a ansiedade,
A aflição, o desespero, a descomunal vontade
De saber o raio da verdade!
E foi então que decidi que no dia a seguir
Ia deixar-me de rodeios e inquirir
Aquilo que há semanas me andava a perseguir:


“Mas o senhor faz o obséquio de me explicar…”
E lá lhe pus a minha questão.
“Muito simples”, disse ele, “Para pintar.”
Abriram-se-me os olhos em interrogação
E espanto, e incredulidade, e indignação
“Pintar??”, repeti, sem esconder o que sentia
“Numa parede, sabe as obras na Alameda, ao fundo?”,
Calmamente e bem disposto ele retorquia.
Mas que indivíduo do outro mundo!
Estava a falar verdade ou mentia?
“Isso vai ser um café”, lembrei de repente
“E a sua pintura está a meu cargo, fui contratado pelo gerente”.
“E é com os dois ovos que pinta as paredes por aí fora?”
“Sim. Quer ir lá comigo?”
“Eu? Consigo? Agora?”
“Quando quiser, meu amigo.”
“Posso ir quando fechar a charcutaria?”
“Por volta destas horas, qualquer que seja o dia.”
“Não, de hoje não vai passar!”
E de facto, lá estava eu, depois da charcutaria fechar.


Entrei no café, meio a medo
E ele disse-me que subisse a uma mesa,
Como se se tratasse de um segredo,
Ou de uma grande proeza.
“Repare nas cascas dos ovos e nesse almofariz
É assim que se faz a mistura”, senti-me um aprendiz.
A parede estava cheia de cor
E a minha testa cheia de suor.
O cliente, de facto, tinha razão,
E que vergonha a minha, e que confusão
“Perdão”, proferi, “Toda a minha intromissão…”
“Não tem de se preocupar…”
“E sabe qual é o pior? A minha mulher não vai acreditar!”.

 Maria Teixeira de Barros
Literatura Portuguesa, 10º F


quarta-feira, 21 de março de 2012

Concurso de Poesia - 2º Ciclo


       Céu

Todo o Mundo

Está coberto por um véu

Que se chama céu.


Ele é azul

Outras vezes cinzento,

Com nuvens brancas

Desenhadas pelo vento

E por ele espalhadas


Com formas engraçadas.                              


Esse belo céu

Todos podem ver,

Cobre o Mundo e a nós

E sempre o podemos ter

Acompanhados ou a sós.
                                        
              Margarida Gingeira, 5.º B, n.º 14

Concurso de Poesia - 3º Ciclo


Rua da Freixa,

                      Ode a Quem sofreu



Robusta a Freixa

Que deu origem

Ao rio da minha aldeia

Leito da nascença, da descoberta

Do desespero, da morte.



Também eu o percorri

Também nele mergulhei

Também eu sou a Freixa

Que o viu nascer



Quem sobe à torre

Para onde seus mil ramos apontam

Conhece-la como a Torre

Daqueles que amam

Mas quando acontece

Que esta aprisiona

O carrasco que corre,

Para fazer sofrer

Marca apenas a sentença, (de novo surpreendente)

De quem sonha, de quem sofre

Para ali permanecer.



A Freixa, agora intemporal

Promete embalar Quem a deixou

Violada, Usurpada

Assegura o Rio de que nada mudou.


                                                                                             Mariana Araújo, 9º A, Nº 21

Concurso de Poesia - Secundário

Publicamos hoje, Dia da Poesia, os poemas finalistas da nossa escola, em cada nível de ensino, do Concurso "Há Poesia na escola?". Começamos pelo poema do Secundário que foi vencedor também na Final Concelhia! Parabéns a todos os participantes!

A Natureza Do Teu Ser

Chegas com música nas mãos e

Asas nos pés.

Ergues os anjos quebrados

E Iluminas a noite

Da alma esquecida.


 A tua voz desliza e

despe-se em encantos.

Amanhece nos meus ouvidos

com cravos e amoras e

leves acordes lunares. 


Desfazes-te em água
Simples e pura,
  Como as fontes e os rios,
arde cada gota,
na ternura extrema.


Contigo, o oceano do desejo,

Searas verdes e papoilas onduladas

Um horizonte aberto

Todos os instrumentos da alegria

E eu a descobrir-me mulher.

                                                           Patrícia Eloy, 11º H, nº 20