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quinta-feira, 28 de março de 2019

PRÉMIO AUTORES 2019 | VENCEDORES


A cerimónia de entrega do Prémio Autores 2019, promovido pela Sociedade Portuguesa de Autores, com apresentação de Inês Fonseca Santos e Luís Caetano, teve lugar no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, ontem, dia 27 de março de 2019, com transmissão em direto pela RTP2.
  
MELHOR LIVRO INFANTO-JUVENIL

As Palavras que Fugiram do Dicionário” de Sandro William Junqueira
Ilustração: Richard Câmara 
Editora: Editorial Caminho

Já podes ler o MELHOR LIVRO INFANTO-JUVENIL, "As Palavras que Fugiram da Dicionário",  na nossa biblioteca!




MELHOR LIVRO DE FICÇÃO NARRATIVA

O Invisível” de Rui Lage
Editora: Gradiva

MELHOR LIVRO DE POESIA

Sombra Silêncio” de Carlos Poças Falcão
Editora: Opera Omnia

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Prémio Nobel da Literatura para Svetlana Alexievich

A ficcionista e jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich tornou-se ontem, aos 67 anos, o 112.º escritor (14ª mulher) a receber o Prémio Nobel da Literatura. 
Svetlana Alexievich nasceu em 1948 em Ivano-Frankivsk (então Stanislav), na Ucrânia, filha de pai bielorrusso e mãe ucraniana, ambos professores, e ela própria se dividiu durante algum tempo entre a docência e o jornalismo. O que caracteriza a sua obra é o modo como procura dar literalmente voz àqueles que viveram os acontecimentos que aborda: as mulheres na II Guerra, os soldados soviéticos mortos no Afeganistão, as consequências do acidente nuclear de Chernobyl ou a criação e sobrevivência do Homo sovieticus
Já este ano foi editado pela Porto Editora a sua única obra disponível em português até ao momento, O Fim do Homem Soviético - Um Tempo de Desencanto, originalmente publicado em 2012, e que lhe valeu no ano seguinte o Prémio Médicis de Ensaio, tendo ainda sido considerado o melhor livro do ano pela revista literária francesa Lire.
Ler mais em Público

sábado, 18 de outubro de 2014

Man Booker Prize 2014


O australiano Richard Flanagan venceu o Man Booker Prize, com o romance The Narrow Road to the Deep North, inspirado pela experiência do pai como prisioneiro de guerra durante a Segunda Guerra Mundial.
O livro conta a história de um cirurgião preso num campo de trabalho entre a Tailândia e a Birmânia, conhecido como “o caminho-de-ferro da morte”.
O romance que lhe valeu o Man Booker Prize demorou 12 anos a escrever. O pai morreu no dia em que terminou o livro.
O Man Booker Prize é um dos prémios literários mais prestigiados do mundo e é entregue ao que for considerado o melhor romance original em língua inglesa.
Segundo a BBC, este foi o primeiro ano em que o Man Booker foi aberto a todos os autores de língua inglesa, independentemente da nacionalidade.
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Livro premiado


O livro Nunca digas nunca!, de Lara Xavier, ilustrado por Raquel Pinheiro, editado em 2012, foi distinguido com o Prémio António Quadros Literatura Infanto-Juvenil
 
Depois de premiar obras nas categorias de Filosofia (2011), Poesia (2012) e Romance (2013), a Fundação António Quadros decidiu este ano distinguir a Literatura Infanto-juvenil", disse à Lusa fonte da Fundação.

Podem encontrar este livro na nossa BE!

Prémio Leya 2014


O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral, é o romance vencedor do Prémio LeYa 2014, escolhido entre 361 originais, de autores de 14 países. O anúncio foi feito hoje por Manuel Alegre, presidente do júri, que adiantou que o autor tem 24 anos e é descendente do escritor José Maria Eça de Queiroz, autor de Os Maias.
Na sessão de anúncio, Manuel Alegre disse que o livro «trata de um tema delicado que podia suscitar uma visão sentimental vulgar: a relação entre dois irmãos, um deles com Síndroma de Down».
O júri salientou que a realidade foi «trabalhada de uma forma objetiva e com a violência que estas situações humanas podem desenvolver» e que o romance faz «um retrato social que evita tomadas de decisão fáceis, obrigando a um investimento numa leitura que nos confronta com a dificuldade de um mundo impiedoso».
Afonso Reis Cabral nasceu em Lisboa, cresceu e estudou no Porto até ao ensino secundário. Em 2005 publicou o livro de poemas Condensação, escrito entre os 10 e os 15 anos. Escreve desde os 9 anos, começou na poesia e depois experimentou a prosa. Em 2008 ficou em 8º lugar no 7th European Student Competition in Ancient Greek Language and Literature entre 3532 concorrentes de 551 escolas europeias e mexicanas, tendo sido o único português a concorrer.
Atualmente a trabalhar na editora Alethêia, o vencedor é licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade Nova de Lisboa, onde fez também um mestrado de Estudos Portugueses. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Escritor turco Ohran Pamuk recebeu prémio em Lisboa

No passado dia 3 de outubro, o escritor Orhan Pamuk recebeu em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural.
Este Prémio, instituído no ano passado pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património que o CNC representa em Portugal, e com o Clube Português de Imprensa, distingue contribuições excepcionais para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus.
Orhan Pamuk nasceu em Istambul em 1952 e é o principal romancista turco da atualidade.
Em 1995, publica o romance A Vida Nova (Yeni Hayat), que se tornaria num dos livros mais lidos de sempre na Turquia. A consagração definitiva dos críticos literários viria em 1998, com O Meu Nome É Vermelho, mas o que o catapultou definitivamente para a fama mundial foi o facto de ter sido galardoado, a 12 de Outubro de 2006, com o Nobel de Literatura.
O livro A Vida Nova, de Ohran Pamuk, é uma das novas aquisições da nossa BE.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Manuel Jorge Marmelo: Prémio Correntes d’Escritas 2014

Manuel Jorge Marmelo é o Prémio Correntes d’Escritas - Casino da Póvoa 2014, com o romance Uma Mentira Mil Vezes Repetida (Quetzal). Ler mais aqui.
Nascido em 1971 no Porto, Manuel Jorge Marmelo é jornalista desde 1989 e a sua estreia literária data de 1996 com O homem que julgou morrer de amor/ O casal virtual.
Entre os finalistas anunciados no passado dia 13 de Janeiro estavam autores e livros como A Instalação do Medo, de Rui Zink, A Luz é Mais Antiga que o Amor, de Ricardo Menéndez Salmón, O Sombreiro, de Pepetela, A Vida no Céu, de José Eduardo Agualusa, Caligrafia dos Sonhos, de Juan Marsé, Dentro de Ti Ver o Mar, de Inês Pedrosa, O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe, ou Pai, Levanta-te, Vem Fazer-me um Fato de Canela, de Manuel da Silva Ramos.
 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"1Q84", de Haruki Murakami, venceu a 7.ª edição do Athens Prize for Literature


O romance 1Q84, de Haruki Murakami, venceu a 7.ª edição do Athens Prize for Literature, anunciou hoje o Grupo LeYa, que o edita em Portugal através da Casa das Letras (este romance é editado em 3 volumes).

Natural de Quioto, Murakami estudou teatro grego antes de gerir um bar de jazz em Tóquio, entre 1974 e 1981, tendo recebido o Prémio Noma destinado a novos escritores, e o Prémio Tanizaki pelo livro "Hard-boiled Wonderland and the End of the World".
 
Em 1Q84, Murakami apresenta-nos as personagens de Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática, que não são o que aparentam e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum. Um universo romanesco dissecado com precisão orwelliana, em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes.
Uma ficção que ilumina de forma transversal a aldeia global em que vivemos.
 
Podem encontrar os três volumes de 1Q84 na nossa biblioteca, assim como vários outros livros de Haruki Murakami.
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mário de Carvalho venceu Prémio Literário


O romancista Mário de Carvalho venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2013 com o livro de contos A Liberdade de Pátio, tendo a mesma fundação atribuído ao poeta Gastão Cruz um prémio de carreira.
Este último livro de Mário de Carvalho, constituído por sete contos carregados de ironia, pode, desde já,  ser encontrado e requisitado na nossa biblioteca.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ondjaki vence Prémio José Saramago

 
O escritor angolano Ondjaki , com o romance Os Transparentes, é o vencedor do Prémio José Saramago 2013.
Esta é a oitava edição do galardão, instituído pela Fundação Círculo de Leitores, que distingue autores com obra editada em língua portuguesa, no último biénio, menores de 35 anos à data de publicação da obra.
 
Segundo a sinopse da obra Os Transparentes, publicada pela Caminho em 2012, no romance "de novo aparece Luanda  - a Luanda atual do pós-guerra, das especificidades do seu regime democrático, do "progresso", dos grandes negócios, do "desenrasca" - como pano de fundo de uma história que é um prodígio da imaginação e um retrato social de uma riqueza surpreendente".
A distinção foi anunciada na terça-feira, dia 5 de novembro, no mesmo dia em que é publicado o novo livro de Ondjaki "Uma escuridão bonita", com ilustrações de António Jorge Gonçalves.
 
Paulo José Miranda, Adriana Lisboa, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo e Andréa del Fuego foram os nomes premiados com este galardão nas edições anteriores.
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Prémio Nobel da Literatura 2013

Alice Munro é a vencedora do Prémio Nobel da Literatura 2013. Nasceu a 10 de julho de 1931 em Wingham, no Canadá, e em 2009 já tinha sido premiada com o Man Booker Prize.
A autora é considerada "mestre do conto" e, pela sua qualidade, tem sido chamada de "Chekov do Canadá".
"Munro é apreciada pela sua arte subtil do conto, imbuída de um estilo claro e de realismo psicológico", descreveu o Comité numa biografia da escritora. "As suas histórias passam-se frequentemente em pequenas localidades, onde a luta por uma existência socialmente aceitável muitas vezes resulta em relações tensas e conflitos morais - problemas que resultam de diferenças geracionais e ambições de vida que colidem".

Nos últimos 10 anos, o Nobel da Literatura distinguiu nomes como o chinês Mo Yan (2012), o sueco Tomas Tranströmer (2011), o peruano Mario Vargas Llosa (2010), a alemã de origem romena Herta Müller (2009), o francês Jean-Marie Gustave Le Clézio (2008), a britânica Doris Lessing (2007), o turco Orhan Pamuk (2006), o britânico Harold Pinter (2005), a austríaca Elfriede Jelinek (2004) e o sul-africano J.M. Coetzee (2003).


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Salman Rushdie ganha Prémio Literário Hans Christian Andersen

O escritor britânico Salman Rushdie foi hoje distinguido com o Prémio Literário Hans Christian Andersen "por documentar a importância das viagens e dos encontros culturais no nosso tempo e assim enriquecer a literatura universal".

O escritor anglo-indiano, nascido em Bombaim em 1947 e educado na Grã-Bretanha, é mundialmente conhecido desde que o ayatollah Khomeini, do Irão, lançou contra ele, em 1989, uma fatuah (um édito religioso condenando-o à morte),  por considerar o seu romance "Os Versículos Satânicos" uma blasfémia contra o Islão.   
Este galardão, Prémio Literário Hans Christian Andersen, atribuído bienalmente, distinguiu até agora o brasileiro Paulo Coelho, a britânica J.K. Rowling e a chilena Isabel Allende
Podem encontrar na nossa biblioteca alguns livros de Salman Rushdie, entre os quais os juvenis Harun e o Mar de Histórias e Luka e o Fogo da Vida.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mia Couto ganha Prémio Camões


Mia Couto é o vencedor da 25.ª edição do Prémio Camões, que distingue um autor da literatura portuguesa.
O Prémio Camões foi criado em 1988 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um autor de língua portuguesa que, "pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum".
Mia Couto nasceu na Cidade da Beira (Moçambique), em 1955, filho de uma família de emigrantes portugueses. Em 1972, deixou a Beira e partiu para Lourenço Marques para estudar Medicina. A partir de 1974, começou a fazer jornalismo, tal como o pai. Com a independência de Moçambique, tornou-se diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM). Dirigiu também a revista semanal "Tempo" e o jornal "Notícias de Maputo". Em 1985 formou-se em Biologia. 

Estreou-se com um livro de poemas "Raiz de Orvalho" (1983), há exatamente 30 anos. Após o primeiro livro seguiram-se outros de poesia, contos, crónicas. No romance estreou-se com "Terra Sonâmbula", na viragem da década de 1980 para a seguinte, obra que foi considerada um dos melhores livros africanos do século XX, Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos.


Seguiram-se "A Varanda do Frangipani", "Mar Me Quer", concebido para o pavilhão de Moçambique na EXPO`98, "Vinte e Zinco", "O Último Voo do Flamingo", "Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra" (adaptado ao cinema por José Carlos Oliveira), "Venenos de Deus, Remédios do Diabo", "Jesusalém", "A Confissão da Leoa".
Para os mais novos escreveu também "O beijo da palavrinha", publicado com ilustrações de Malangatana, "O Gato e o Escuro", "A Chuva Pasmada", "O Outro Pé de Sereia".

Mia Couto foi distinguido já com o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos, o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra, o Prémio União Latina 2007, de Literaturas Românicas, o Prémio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura, do Brasil, e o Prémio Eduardo Lourenço, entre outros. É membro da Academia Brasileira de Letras.
Em 2011, quando lhe foi entregue o Prémio Eduardo Lourenço, o pensador português, disse esperar que Mia Couto «seja um dos autores de origem portuguesa tão universal como a sua própria obra, que já é hoje».

A maior parte dos seus livros podem ser encontrados nas prateleiras da nossa biblioteca. Requisitem-nos, leiam-nos e maravilhem-se com este fantástico e original inventor de palavras!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Valter Hugo Mãe vence Prémio Portugal Telecom 2012

Valter Hugo Mãe é o grande vencedor da 10ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa. O escritor português recebeu em S. Paulo, no Brasil, o prémio na categoria de melhor romance com a A Máquina de Fazer Espanhóis. 
 “Cresci a escrever muito, mas não achava que ser escritor era algo que eu pudesse ser. Eu escrevia para mim, para fazer a manutenção dos meus dias, para suportar os meus dias. É incrível estar aqui hoje. Agradeço que subitamente eu possa estar mais perto de vocês, mas se calhar mais perto de mim”, disse Valter Hugo Mãe ao agradecer o Grande Prémio Portugal Telecom 2012.
Podem encontrar este romance e alguns outros do autor na nossa BE.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nobel da Literatura para Mo Yan


Academia Sueca atribuiu  o Prémio Nobel da Literatura ao escritor chinês Mo Yan.
O escritor nasceu a 5 de Março de 1955, em Gaomi, na província de Shandong. 
Segundo comunicado pelo comité do Nobel, é um autor "cujo realismo alucinatório funde contos tradicionais, História e contemporaneidade". 
A sua escrita, como é reconhecido pelo próprio, é influenciada por William Faulkner e Gabriel Garcia Marquez.
É o segundo escritor de língua chinesa a ganhar esta distinção. Antes dele, Gao Xingjian recebeu o prémio Nobel em 2000, sendo no entanto um autor naturalizado francês (em 1997). 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Afonso Cruz galardoado


Afonso Cruz está entre os doze escritores vencedores do Prémio da União Europeia de Literatura 2012 com o seu livro "A Boneca de Kokoschka" (Quetzal). O prémio, no valor de 5 mil euros, permite que os vencedores tenham prioridade de acesso a um programa da União Europeia, para que o seu livro seja traduzido em várias línguas. Este galardão é atribuído pelas associações europeias de escritores, editores e livreiros.
Este não é o primeiro prémio atribuído ao escritor. As obras "Os livros que devoraram o meu pai", a "Contradição Humana" e "Enciclopédia da Estória Universal" também foram reconhecidos com outras distinções literárias. Exceto este último, todos os outros três livros referidos encontram-se na nossa biblioteca (cota 82PT-3 CRU ou 82PT-93 CRU).

"A Boneca de Kokoschkacentra-se na história do pintor Oskar Kokoschka que, quando terminou a relação com Alma Mahler, mandou construir uma boneca, de tamanho real, com todos os pormenores da sua amada, passeando a boneca pela cidade e levando-a à ópera. Mas um dia, farto dela, partiu-lhe uma garrafa de vinho tinto na cabeça e a boneca foi para o lixo. Foi a partir daí que ela se tornou fundamental para o destino de várias pessoas que sobreviveram às quatro toneladas de bombas que caíram em Dresden durante a Segunda Guerra Mundial...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dalton Trevisan vence Prémio Camões


O escritor brasileiro Dalton Trevisan foi distinguido com o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. O prémio foi entregue hoje, em Lisboa, pelo Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa, no valor de cem mil euros e com a sua atribuição é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento da língua portuguesa. 


Miguel Torga foi o primeiro escritor a ser distinguido com o prémio em 1989 e desde então já foram premiados João Cabral de Melo Neto, José Craveirinha, Vergílio Ferreira, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Saramago, Eduardo Lourenço, Pepetela, Antonio Candido, Sophia de Mello Breyner Andresen, Autran Dourado, Eugénio de Andrade, Maria Velho da Costa, Rubem Fonseca, Agustina Bessa-Luís, Lygia Fagundes Telles, Luandino Vieira, António Lobo Antunes, João Ubaldo Ribeiro, Arménio Vieira e Ferreira Gullar.

O escritor português Manuel António Pina foi o premiado na edição do ano passado.

domingo, 16 de outubro de 2011

Escritaria 2011

A 4.º edição do Festival de Literatura Escritaria, que decorre em Penafiel (dias 15 e 16 de Outubro), está a ser falada em português com sotaque africano.

Mia Couto é o autor em destaque, homenageado em conferências, tertúlias de discussão literária e encenação de textos. O ponto alto do festival é, por isso mesmo, a conferência com o escritor e biólogo moçambicano. As ruas de Penafiel estão decoradas com post-its com frases do autor e até as montras das lojas estão recheadas de excertos da sua obra.
Para além de literatura, também a gastronomia, o artesanato e a música estão presentes. Espectáculos de Rua e "Tasquinhas" com artes e sabores moçambicanos animam as artérias da cidade e a exibição de documentários serve para apresentar a cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Mia Couto foi o escritor distinguido com o Prémio Eduardo Lourenço deste ano, atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos. Ler mais aqui

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer - Nobel da Literatura 2011

O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído a Tomas Transtromer, anunciou esta quinta-feira a Academia Sueca, em Estocolmo. É o sétimo autor sueco a ser premiado pela Academia.
 
Tomas Tranströmer nasceu em Estocolmo, em 1931. Os seus interesses passaram pela pintura e pela música, mas também pela arqueologia e ciências naturais em geral. Começou a escrever cedo, aos 13 anos.
O poeta sueco é também psicólogo (formado pela Universidade de Estocolmo, em 1956, e clínico até 1990) e tradutor. 
O seu universo literário descreve um imaginário de magia, onde o surreal é traduzido pela poesia. A sua obra está traduzida em mais de 60 línguas. Tranströmer não tem obra traduzida em português; no entanto, está representado na coletânea «21 poetas suecos», editada pela Vega, em 1981. Neste livro escreveu poemas sobre o Funchal e Lisboa.
De acordo com a nota da Academia dos Prémios Nobel, será o mais conhecido poeta escandinavo da actualidade para os falantes de língua inglesa.

Em 1990 Tranströmer sofreu um acidente vascular cerebral que lhe afectou a fala, deixando-o parcialmente afásico e hemiplégico.
Vive actualmente numa ilha e continuou a escrever, tendo desde então publicado três obras. Ao todo tem cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Philip Roth vence Prémio Internacional Man Booker de 2011

O romancista norte-americano Philip Roth foi galardoado com o Prémio Internacional Man Booker de 2011 que, de dois em dois anos, distingue um autor pelo conjunto da sua obra. A lista de nomeados de 2011 englobava 12 autores.
"Durante mais de 50 anos, os livros de Philip Roth estimularam, provocaram e divertiram um público imenso, que continua a aumentar. A sua imaginação não só refundou a nossa ideia de identidade judaica, como reanimou a ficção, não apenas norte-americana, mas em geral", afirmou Rick Gekoski, presidente do júri, durante o anúncio do vencedor, em Sydney, na Austrália.

Philip Roth, 78 anos, escreveu duas dezenas de romances como "Adeus Colombo", " Pastoral Americana", pelo qual recebeu o prémio Pulitzer em 1998, "O Complexo de Portnoy" e "A conspiração contra a América".
A sua obra foi particularmente dedicada à sua personagem fetiche e duplo literário Nathan Zuckerman, cujo ciclo começou com "O Escritor Fantasma", em 1979, e terminou com o "O Fantasma Sai de Cena", em 2007.

O prémio Man Booker foi lançado em 2005, em complemento ao prestigiado Prémio Booker.
A diferença entre os dois prémios reside no facto do Prémio Internacional Booker não recompensar uma obra em particular mas o conjunto do trabalho do autor, qualquer que seja a sua nacionalidade.


Na biblioteca da nossa escola há três livros de Philip Roth: A Mancha Humana, Pastoral Americana e Património.