Desafio de Escrita | Semana(s) da Leitura(s)

Desafio de Escrita, lançado na(s) Semana(s) da Leitura(s), incitava os alunos a escrever um texto criativo que começasse com uma personagem a abrir uma porta...
Eis os textos vencedores:
 2.º Ciclo
                                                    
Um sonho quase tornado realidade

- Abre, abre por favor! Ufa…
- Espera aí, onde é que eu estou? Uauuuuuu…
Ah, esqueci-me de me apresentar:  sou o João, bem aqui há uns minutos eu estava no sótão. Estava a fugir da minha mãe, aparentemente hoje faltei às aulas e a minha mãe ficou furiosa. O meu sótão é muito misterioso, eu abri a porta que me estava a jeito e agora estou num mundo completamente diferente. Pelo que vejo estou num livro de contos de fadas, o que é estranho, mas isto é incrível!
Espera aí, estarei a sonhar? É o Gato das Botas o meu personagem favorito, e aquela é a capuchinho vermelho, e o lobo. O lobo está prestes a enganar a capuchinho, tenho de a avisar antes que ele a coma
- Olá, és a capuchinho vermelho, certo?
- Sim, sou, porquê? Isto é alguma partida?
- Não, não, eu vim avisar-te acerca do lobo, se o encontrares não o ouças, ele é muito matreiro e pode acabar por comer a tua avó.
- A sério? Muito obrigada pela informação, vou tomar cuidado.
Ainda bem que fui a tempo, senão, muito em breve, o lobo arrotava a avó.
O que é que eu estou aqui a fazer parado, é a minha oportunidade de conhecer o Gato das Botas!
-Olá, sou o João, tudo bem?
Isto é inacreditável, nem acredito que isto está a acontecer, é um sonho tornado realidade!
- É, claro! O que te traz por cá, miau?
- É uma longa história, basicamente abri uma porta e vim parar aqui.
- João, acorda, vá despacha-te está na hora de ir para a escola.
Espera aí, quer dizer que isto não passou de um sonho, fixe! Agora tenho de me despachar, chau!

Maria Gil Castelhano, 6.º B

3.º Ciclo

                                                                                         O cetro do poder

E resolvi abrir a porta. Lá estava! Aquilo que eu mais precisava…
Deixem-me voltar atrás e explicar. Eu sempre tive uma chave muito valiosa deixada pelo meu bisavô. Essa chave abria um cofre que continha um cetro muito poderoso, mas o que interessava, era uma esfera que se encontrava em cima do mesmo que podia controlar a meteorologia em qualquer lugar do planeta.
O cetro, assim como o mapa para o encontrar, foram expostos ao mundo, logo muitos países foram em busca dele, incluindo o meu.
O governo pediu ajuda à minha agência secreta pois tínhamos uma grande vantagem: eu tinha a chave, por isso a agência escolheu-me e ao meu companheiro Richard (de ascendência americana) para encontrar o cetro. E lá fomos.
Primeiro passamos pelo Paraguai para contactar um espião nosso que nos deu informações sobre quem seria o nosso pior inimigo nesta busca (Jason Morrison dos Estados Unidos).
Depois dirigimo-nos a Sydney onde se encontrava o cetro. Rapidamente encontramos a sua localização (debaixo de um café), procuramos por todo o café e finalmente encontramos uma passagem secreta na cozinha, movendo o fogão para a parede.
Descemos, vimos um cofre, a chave serviu na porta e lá estava o cetro. Tirei logo a esfera e pu-la na mochila.
De repente Jason desce, aponta-nos duas armas e pede-nos o cetro. Resolvemos negociar: trocamos o cetro pela vida. Escapamos ilesos! Jason não percebeu: o cetro sozinho era inútil!
A minha agência ficou com a esfera. Objetivo concluído!!!
João Dias, 7.ºC

                                              Secundário                                                      


                                                A Sombra e a Incógnita

Hoje uma pessoa enigma abriu-me a porta da amizade.
Chamava-se assim e era como se fosse a minha irmã gémea. Gostávamos de estar juntas e, mesmo sem nenhuma palavra, entendíamos o que a outra sentia ou pensava.
Divertíamo-nos com enigmas e puzzles de cabeça. Um dia fizemos uma viagem ao mundo dos sonhos, que era onde estavam todos os nossos objetivos. Sabíamos que teríamos de lutar muito para os conseguirmos realizar. Era essa a função da nossa vida e era por isso que todos os nossos sonhos não passavam de fantasias. Possivelmente seria necessário muito mais tempo para realizar todos os sonhos que idealizáramos. Construímos uma vida criada a partir dos nossos objetivos, vivendo na tristeza de não os conseguirmos realizar todos.
Numa tarde de nevoeiro e de chuva, correremos para apanhar o avião de volta ao mundo real. Contudo, um carro a alta velocidade não conseguiu travar a tempo e junto fui eu, ela e todos os nossos mistérios. Era a pessoa mais importante que eu tinha, era o meu mistério mais seguro e mais bem guardado. Era a versão mais adulta do que eu seria.

Mariana Reis, 10.ºI


Parabéns aos vencedores!


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