"Há poesia na escola?" Vencedores 2026
Saudades de sentir
Pergunto-me como era,
Como estava,
O que tinha
E onde ficava.
Como era quando nasci.
Porque não me lembro de mim
Naquele mundo onde ela existia.
Mas que hoje é inexistente.
As manhãs calmas,
Que hoje são raras
Enchem-se de notícias
Que assustam e prevalecem.
É triste não a conhecer
É frustrante não a poder sentir,
Mas é bom poder recordar-te.
Saber que com ela não havia medo
Medo de agir de dizer e de ser.
Sofia Roque 9ºA
Vermelho era quando a fóvea ainda falhava.
Sem caminhar, e já pintados eram os que não souberam escapar.
Os do poder a rubrar, e eu nem saber pronunciar.
Mas havia de ser um génio!
De prantos estava eu, sem nem sonhar em matar...!
Os que de outra cor eram, rezando pelo véu branco no olhar,
só por seu nome ser Ammar.
Amar amava a minha mãe.
e dizia-me:
"Amas-me a mim, a ele, e a ti.
Mas amas também o filho do Judeu e do Hamas,
pois nenhum erro manchou o chão do seu nascer,
nem lhe pertence a culpa do encarnado querer"
E vítima do privilégio seria eu!
Mais fácil é compor no branco,
Do que descorar o ruivo.
Mais fácil é rasgar papel,
Do que acabar com o horror!
Mais fácil é ser escritor,
Do que pintor!
Construindo uma cultura de paz!
O dia em que nasci...!
No dia em que nasci houve esperança,
um céu aberto, cheio de luz clara,
como se o mundo, em doce confiança,
me desse a mão de forma simples, rara.
Nasci pequena, frágil, inocente,
Nada sabendo de conflitos ou guerra.
Tudo era silêncio transparente,
Um Reino de paz vertido na Terra.
Se cada um lembrasse esse primeiro
instante puro, livre de maldade,
talvez mudasse o mundo inteiro.
Porque a paz começa na vontade
de ver no outro um amigo verdadeiro,
e dar aos Homens mais Humanidade.
Inês Palavra
7ºB





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